6 de Janeiro de 2026
“Registo de provisões, cartas pastoraes, editais promulgados em nome do Exmo. Sr. Bispo deste bispado e seus successores”
1818-07-06 | 1850-04-21
O documento em destaque, neste início de ano, é o livro de “Registo de provisões, cartas pastoraes, editais promulgados em nome do Exmo. Sr. Bispo deste bispado e seus successores”, pertencente ao fundo da Diocese de Pinhel.
Trata-se de um documento de natureza administrativa e eclesiástica, que assume um papel preponderante na reconstrução histórica da Diocese de Pinhel e constitui uma das fontes primárias mais relevantes para o estudo da orgânica eclesiástica, da ação pastoral e administrativa e da dinâmica social da região de Riba Côa .
À época, os documentos originais (provisões, cartas ou editais) eram enviados para os seus destinatários ou afixados publicamente nas portas das igrejas. Por conseguinte, para assegurar a fidedignidade jurídica e a perenidade da memória institucional, o escrivão da câmara eclesiástica procedia à transcrição integral (registo) do teor desses documentos neste livro.
Um pouco de história: A Diocese de Pinhel foi instituída pelo Papa Clemente XIV em 1770, sob instância de D. José I. Para o efeito, a vila foi elevada a cidade por alvará de 25 de agosto desse ano.
Entre as razões apresentadas pelo Rei português ao Papa invocava-se a “disforme e prejudicial extensão dos bispados de Viseu e de Lamego, que compreendem a maior parte da vasta província da Beira Alta» 2 cujos “grandes inconvenientes» eram «claros e manifestos», por um lado, e o facto de a «nova cidade de Pinhel» «conter seis igrejas paroquiais, e muitas casas nobres, para servir de cabeça de um novo bispado» 3. Ambos cederiam à nova diocese as zonas fronteiriças. Viseu cedia os arciprestados de Pinhel, Trancoso e Castelo Mendo, num total de 92 paróquias, e Lamego as «visitas» de Entre Coa e Távora e de Riba Coa, num total de 133 paróquias.
Fundo Diocese de Pinhel | Código de refe.ª PT/ADGRD/DIO/DIOPNH/011/00002



