25 de Setembro de 2026
«Nome dos terceiros das tulhas e sorte dos foros, do Cabido da Sé da Guarda» (1831–1835)
A administração do património rural e a cobrança de rendas em géneros constituíram, ao longo de séculos, o principal suporte económico das corporações eclesiásticas. Em destaque, apresentamos um livro de registo do fundo do Cabido da Sé da Guarda que documenta a rede de recolha de cereais e a subsequente partilha dos foros no território diocesano.
Este documento identifica os responsáveis locais, “terceiros” e “cabeceiros”, encarregues de recolher, medir e administrar os cereais nos celeiros (tulhas) do Cabido dispersos por herdades e freguesias da região. Integra também balanços anuais detalhados dos géneros arrecadados, discriminando produções de centeio, cevada, trigo, milho grosso e milho miúdo.
No mapa dos frutos recolhidos no ano de 1831, por exemplo, são discriminadas as quantidades entradas por povoações como Alvendre, Corujeira, Castanheira, Jarmelo, Maçainhas, Marmeleiro, Pêga, Vela ou Trinta. As medições surgem expressas em alqueires e respetivas frações tradicionais, incluindo ainda, no rodapé, notas sobre embargos de grão, o repartição dos frutos por 28 prebendas capitulares e a cotação dos preços de mercado praticados na época.
Pela riqueza dos seus dados, o documento constitui-se como uma fonte importante para o estudo da história agrária da região e da geografia fundiária do Cabido, preservando igualmente a memória toponímica e os nomes dos rendeiros, lavradores e oficiais locais envolvidos na gestão económica da catedral.
Fundo: Diocese da Guarda
Subfundo: Cabido da Sé da Guarda
Código de ref.ª: PT/ADGRD/DIO/DIOGRD-CABSG/001/00012


